sábado, 8 de agosto de 2009

A arte da contação de histórias

Os contos de fadas ou contos maravilhosos ou de encantamento, os mitos, as fábulas, lendas, anedotas, são contos populares ou tradicionais, de tradição oral.
A tradição da oralidade surgiu no século XIX, quando a oralidade surgiu em meio à atmosfera intelectual do romantismo europeu, momento este que a arte popular opô-se à arte refinada.
O conto popular e literário apresentam características e funções diferentes, porém cabe ressaltar a importância de ambos, contribuindo para o processo de ampliação da consciência humana.
Eis algumas distinções entre cada um deles, os contos populares são próprios da cultura oral, enquanto os literários da cultura escrita.
Enquanto o conto popular tem sua base na comunicação e percepção auditiva, da mensagem, o conto literário tem enraizamento na comunicação e percepção visual da escrita.
o conto literário é a produção d eum autor, nele estão contidos o estilo pessoal de cada contador, e sua própria visão do mundo, sendo armazenado na memória ao longo dos tempos, passando por várias gerações.
A centésima repetição de um conto ou de um relato, uma história emociona o ouvinte como se estivesse ouvindo pela primeira vez, cabendo dizer que a palavra contada não é simplesmente fala, ela é carregada de significados, atribuindo-lhes expressões faciais, gestuais, o ritmo, a entonação, até mesmo o silêncio, múrmurios...
O conto literário tem valor estético, onde a função dos personagens é socialmente determinada (o rei, príncipe, o velho, o sábio, o tolo), e a sua individualidade e dimensão psicológica são exploradas.
Portanto, a contação de histórias deve ser entendida como uma arte, arte está que transmite emoção, paixão, diversão, entusiamo, afinal, quem não gosta de ouvir uma boa história, uma piada, uma poesia?
E se for contada por alguém que sabe fazer, melhor ainda, torna-se um momento maravilhoso, que ouvimos as histórias de boca aberta, de puro fascínio e encantamento.
Já que não posso contar pessoalmente estas histórias pra você, que tal lê- las?

Fonte: O ofício do contador de histórias.

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